sexta-feira, 22 de maio de 2015

20 maneiras de ajudar alguém hoje

“Se quer que os outros sejam felizes, pratique a compaixão. Se quiser ser feliz, pratique a compaixão.”
- Dalai Lama
Vivemos numa sociedade cada vez mais alienada e desumanizada: os carros retiraram-nos das ruas, onde passeávamos a pé e cumprimentávamos toda a gente; os cubículos tornaram o mundo do trabalho num local isolado, assim como as fábricas e até os computadores; as televisões prendem-nos ao sofá e não nos deixam sair e conviver com outras pessoas; até no cinema, onde se concentram muitas pessoas, ninguém conversa porque estamos todos voltados para a tela gigante. Embora nada disto seja mau ou inapropriado, temos de assegurar que não nos estamos a isolar do mundo, trocando o amor pelo próximo e o valor de uma comunidade, pela exclusão social e a individualidade acentuada.
Há uma crescente tendência do egoísmo em detrimento da ajuda ao próximo, conhecido ou desconhecido, uma tendência que é preciso contrariar. É preciso lutar contra o egoísmo, a inveja e a avidez. Como? Dar mais de nós aos outros. Porquê? Ao estender a mão a outro ser humano vai sentir-se melhor consigo próprio; vai melhorar algum aspecto da vida dessa pessoa, nem que seja apenas naquele momento; a compaixão é contagiosa; o mundo torna-se, aos poucos, num sítio muito melhor. Quando? Hoje. Não sabe por onde começar? Damos-lhe uma pequena ajuda.
  1. Sorria e seja simpático. Um gesto tão simples e pequeno como este pode ter um impacto profundo no dia de outra pessoa, que pode acabar por fazer o mesmo por outra pessoa e por aí fora…
  2. Faça voluntariado. Não precisa de ir todos os dias ou todas as semanas, mas inscrever-se numa instituição onde possa fazer voluntariado é uma das coisas mais maravilhosas que pode fazer por si e por muitas pessoas que estão à mercê dos próprios voluntários.
  3. Pare para ajudar. A próxima vez que vir alguém deixar cair as compras, que parece estar perdido ou a mudar um pneu furado, pare e pergunte se pode fazer alguma coisa para ajudar. Só isso já é muito e, se puder apoiar de outra forma, tanto melhor.
  4. Ensine. Reserve algum do seu tempo livre para ajudar a ensinar alguém alguma coisa: ensine a sua mãe a utilizar o email, o seu pai a enviar sms, o seu filho a andar de bicicleta, um colega de trabalho a tirar melhor proveito de um programa informático.
  5. Doe alguma coisa que já não usa. Quem diz uma coisa, diz uma caixa ou um saco de coisas. Entregue-as em bom estado numa instituição que esteja a precisar disso mesmo.
  6. Console alguém que esteja a passar por um momento difícil. Quem estiver de luto, a viver uma doença ou qualquer outra dificuldade, precisa sempre de um ouvido amigo, palavras reconfortantes, um abraço forte, uma boa distracção, uma ajuda em casa ou fora dela para tratar de assuntos pendentes.
  7. Faça um donativo. Existem milhares de instituições que precisam diariamente de donativos, grandes ou pequenos. Em vez de comprar mais uma peça de roupa ou o mais recente gadget, utilize esse dinheiro para ajudar quem não se pode dar a esses luxos.
  8. Redireccione prendas. No seu próximo aniversário ou Natal, diga aos amigos e familiares que não quer presentes, prefere que eles os doem (ou dêem o equivalente em dinheiro) a instituições de caridade.
  9. Compre alimentos para um sem-abrigo. Nem todas as pessoas gostam de dar dinheiro a quem mendiga nas ruas, por isso, utilize-o para comprar um bolo, uma sanduíche, uma bebida quente ou fresca; ofereça estes alimentos com respeito e simpatia.
  10. Ajude alguém a tornar-se mais activo. Pode ser alguém que queira perder peso ou simplesmente iniciar uma rotina de exercício físico – acompanhe essa pessoa numa caminhada diária, numa volta de bicicleta ao fim-de-semana ou inscrevam-se num ginásio. O seu apoio pode ter um impacto profundo na vida (mais saudável) dessa pessoa.
  11. Seja um bom ouvido. Por vezes, uma pessoa que está triste, deprimida, zangada ou revoltada precisa apenas de um ouvido amigo. Deixar essa pessoa conversar e “descarregar” frustrações pode ser um gesto inesquecível e uma ajuda muito importante. 
  12. Trate de uma tarefa doméstica. Pode ser algo grande ou pequeno – lavar a loiça, passar a ferro ou tratar do jardim – mas será uma acção muito apreciada.
  13. Envie um e-mail simpático. Para além de ser uma excelente maneira de manter o contacto, um bonito e-mail pode ser perfeito para agradecer o jantar que os amigos lhe ofereceram no fim-de-semana passado ou então para dar os parabéns à prima pela promoção.
  14. Mostre o seu apreço por alguém publicamente. Elogiar alguém no seu blog, em frente aos restantes colegas de trabalho ou na presença da família é uma óptima maneira de os fazer sentir valorizados.
  15. Seja paciente. Por vezes, e pelos mais diversos motivos, as pessoas têm dificuldade em perceber, aprender ou fazer alguma coisa, por isso, tenha paciência com o motorista do autocarro, a senhora do café, a sua assistente, os seus pais,filhos, marido ou mulher.
  16. Prepare um “cesto de carinho”. Um tupperware de sopa, uma lata de biscoitos, chá, chocolate, rebuçados, livros, revistas… qualquer coisa que ache que a pessoa possa precisar ou que irá adorar desfrutar. Pode ser oferecido a alguém que esteja doente ou simplesmente em baixo e a precisar de um mimo especial.
  17. Doe alimentos. Da próxima vez que for às compras, adquira um saco extra de arroz, enlatados e leite, deixando-o numa instituição necessitada no seu caminho de regresso a casa.
  18. Faça de babysitter. Todos os pais precisam de uma pausa de vez em quando. Se conhece algum amigo ou familiar que dificilmente tem uma “folga” dos seus filhos, ligue-lhes e ofereça os seus serviços de babysitter por uma noite. Eles nunca mais vão esquecê-la!
  19. Empreste a sua voz. Existem tantas pessoas necessitadas e desfavorecidas no mundo, a precisar de se fazerem ouvir, mas a não conseguirem. Dê a sua voz por essas pessoas – não precisa de assumir a causa sozinho, mas pode juntar-se a um grupo de apoio a mães solteiras, divulgar uma petição que necessita de assinaturas, escrever cartas às entidades oficiais, participar em manifestações ou vigílias.
  20. Ame. Não há nada mais poderoso e reconfortante no mundo do que o amor, especialmente quando é genuinamente dirigido a outra pessoa em forma de simpatia, carinho, um sorriso, abraço, beijo ou tempo de qualidade. Exprima o seu amor – para quem está a recebê-lo, é muito mais importante do que alguma vez imaginou.
Como eu gosto de referenciar tudo que encontro, esse texto eu encontrei em. http://estadozen.com/artigos/20-maneiras-ajudar-alguem-hoje

sexta-feira, 8 de maio de 2015

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Que mais ninguém vire estatística em Balsas.


Por meio desta, manifestamos nossa indignação pela morte de varias pessoas nos últimos dias, vítimas brutais, da hedionda e repulsiva violência. Nada ameniza a dor dilacerante das famílias, a quem nos unimos em solidariedade e orações.
A sociedade e seus representantes em todas as esferas, não podem se silenciar diante da gravíssima onda de violência que vem afrontando a cidade de Balsas - MA, agredindo cidadãos e cidadãs, e que vitima nossos jovens constantemente.
“Saber escolher é humano” decidir entre proteger a vida ou extingui-la, também deveria ser humano, entretanto têm sido decisões desumanas. Por que: 
Ninguém tem o direito de violar as leis da própria natureza, afinal isso destrói a nossa natureza humana, nos enfraquece, tira o nosso brilho do olhar, e uma parte humana de você irá com aquele que você violentou, feriu ou matou.
Todos têm o dever e o direito de se proteger e proteger o outro com todos os atributos que nos torna Seres Humanos: o uso da PALAVRA, de se comunicar. 
Temos o dever de sermos sábios perante a violência, porque ela divide, separa, destrói, fere e mata o corpo e a alma. 
Ninguém tem o direito de tirar a vida, porque isso fere os princípios da morte. Somente Deus pode decidir que chegou nosso fim e não um ser tão cheio de pecados e defeitos como nos.
assim sendo, pessoas de bem, vêm a público manifestar sua indignação e tristeza pela maneira brutal com que mais um jovem, foi assassinado na tarde deste ultimo domingo dia 17 de agosto em nossa cidade, a certeza de impunidade é eminente, e isso parece ter se tornado regra. Esperamos que a nossa impotência frente à perda irreparável de todas as vitimas não venha calar o nosso clamor por JUSTIÇA. 
Exigimos das nossas autoridades todo empenho na investigação e punição aos culpados destes crimes como forma de restaurar a dignidade não só daqueles que conviviam com as vitimas, seus pais, seus amigos, colegas, mas de toda sociedade, que se vê a mercê de tamanha barbárie. Estamos, na condição de cidadãos, solicitando aos órgãos de segurança do Estado e da União para que colaborem no que for possível em quaisquer ações que se façam necessárias para coibir a violência em nossa cidade.
Por fim, estamos em um ano eleitoral, peço a Governadora Roseana Sarney, ao prefeito Luiz Rocha Filho, aos candidatos, ao futuro líder do Estado que olhe para nossa cidade, que enxergue que estamos indefesos em meio a tantos atos de violência, que tem se tornado constante e sem nenhuma posição mais dura e rígida da lei. Queremos PAZ, queremos nossos DIREITOS assegurados, direitos de poder ir e vir tendo a certeza que estamos um pouco mais seguros, que não retrocedemos a era das cavernas. Pedimos a todos que não espere isso acontecer com alguém de sua Família para poder se manifestar, manifeste-se, peça, suplique, chore as lagrimas da solidariedade, afinal aquele velho ditado diz que a “UNIÃO faz a FORÇA”.

#queremospaz

domingo, 15 de junho de 2014

Copa equivale a um mês de gastos com educação


Alvo principal dos protestos de rua e das greves que tem gerado caos nas principais capitais do país, os gastos públicos com a Copa do Mundo no Brasil representam uma pequena parcela do orçamento.
De acordo com previsões oficiais, foram investidos dos governos federal, estaduais e municipais R$ 25,8 bilhões no evento. O valor seria o equivalente a 9% das despesas públicas anuais em educação, de R$ 280 bilhões – ou um mês de gasto com o setor.
Em outra comparação, o investimento se aproxima dos R$ 30 bilhões gastos com a usina de Belo Monte (PA), a maior obra de infraestrutura financiada pelo governo.
Fonte: Folha de São Paulo.
É meus amigos em período de copa do mundo é tudo muito bonito, torce pela seleção e tudo mais, entretanto os gatos com o evento de foto foram exorbitantes, no começo do projeto o orçamento erra um valor muito menor, entretanto como tudo no brasil o valor final da obra é quadruplicou, e quando sabemos que esse valor poderia ter sido investido em saúde, educação ou segurança.

Como ajudar seu filho na hora da lição de casa?




Achei o texto da Luciana Fleury muito interessante e ajuda muitos pais na hora de ajudar os filhos a fazerem o dever de casa, lembrando que o dever de casa reforça o ensino adquerido na escola.


Sabe qual é a melhor maneira de descobrir se o seu filho está indo bem na escola? Acompanhando a lição de casa dele. Ao participar do dia a dia escolar de seu filho, você consegue perceber se ele está aprendendo o que deveria durante o decorrer do ano. Assim, se perceber que as dúvidas estão se acumulando, você pode procurar a ajuda da escola. 

Outra vantagem de saber o que seu filho está estudando é aproveitar para mostrar como tudo aquilo que ele está vendo na escola têm relação com o cotidiano. Como uma reportagem no telejornal sobre a seca, por exemplo. Se seu filho está estudado sobre os efeitos da falta d´água na agricultura, é um bom momento para comentar e deixar que ele fale o que sabe sobre o assunto. "Quando isso acontece, o aprender passa ser algo gostoso, estimulante. E quando a criança descobre o prazer de aprender o interesse pela escola aumenta", afirma a psicóloga Danila Secolim Coser.

Por isso, vale a pena valorizar a hora da lição e criar um ambiente motivador e favorável ao aprendizado. Confira as dicas do que fazer antes, durante e depois da hora da lição compiladas de entrevistas com: Danila Secolim Coser, psicóloga; Heloisa Padilha, educadora e psicopedagoga; Fátima Regina Pires de Assis, professora de graduação e pós-graduação do curso de Psicologia da PUC-SP; Rose Mary Guimarães Rodrigues, docente do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo). Todas as entrevistadas possuem pesquisas ou trabalhos acadêmicos sobre Lição de Casa.

ANTES
1. Entenda seu filho 
Uma grande ajuda na hora da lição de casa é saber o que motiva e o que desanima seu filho. Por exemplo, será que ele gosta que você fique por perto ou prefere privacidade? Será que você precisa que você ajude-o a organizar por qual matéria começar ou ele quer decidir isso sozinho? 

2.Defina as regras em comum acordo 
Converse com seu filho e estabeleçam - juntos - como será a rotina para a lição. Onde será feita, em qual horário, etc. Deixe que ele explique suas preferências e seja flexível. Por exemplo: ele não quer perder o programa de TV favorito. Ajustem o horário de modo que ele tenha este direito garantido. Direito que ele perde se não terminar a tarefa a tempo (caso o combinado seja fazer antes) ou se não desligar a TV logo depois (para ir logo se dedicar à lição). 
Lembre-se: o ideal é não alterar a rotina, mas, se for o caso, explique o motivo da mudança. 

3. Organize o lugar 
Escolham - juntos - o local onde a lição será feita. Mas garanta que ele esteja arrumado e limpo na hora combinada. Se for a mesa da cozinha, por exemplo, nada de alimentos ou pratos na hora da lição, hein? 
Lembre-se: o bem-estar é superimportante. Verifique a temperatura do ambiente, a iluminação, a ventilação. Quanto mais confortável ele estiver, melhor! 

4. Acabe com a distração 
Desligue a televisão e o rádio e tente eliminar - ou diminuir -outros sons que atrapalhem a concentração. Ajude seu filho a se concentrar na tarefa! 

5. Fique de olho na disposição dele 
Na hora da lição, seu filho precisa estar bem disposto. Ou seja: não pode estar cansado, com fome, irritado, distraído... O melhor neste caso é resolver o problema primeiro. E isso vale para você também! Resolva essas questões antes de começar! 

6. Confira se todo o material necessário está disponível 
Parar a lição para procurar onde está o lápis de cor, a régua ou o dicionário só ajuda a tirar o foco da tarefa. Organize tudo antes de começar para não haver dispersão!


DURANTE
7. Respeite o momento 
Todos em casa devem saber que a lição está sendo feita e contribuir, evitando interrupções, barulhos desnecessários ou ações que tirem a concentração e o foco de quem está estudando. 

8. Veja se seu filho sabe o que é para ser feito 
Pergunte se ele tem dúvidas sobre o que o professor pediu para fazer e coloque-se à disposição para ajudá-lo. 

9. Auxilie em caso de dúvidas 
Se seu filho tiver uma dúvida, ajude-o. Mas não responda por ele. Sugira que ele procure exemplos parecidos no livro ou no caderno, ou então, ajude-o a pensar sobre o assunto até que ele chegue à sua própria conclusão. 

10. Ocupe-se com coisas parecidas 
Enquanto ele faz contas, que tal dar uma olhada no orçamento? Se ele vai produzir um texto, aproveite para fazer alguma anotação. O ideal é não parecer que se está fazendo algo mais interessante do que ele - como jogar no computador, por exemplo, ou ver TV. 

11. Incentive-o a rever a lição 
Olhar a lição de novo depois de terminada é uma boa prática. Se ele pedir para você rever com ele, valorize o esforço e não aponte diretamente os erros. Caso encontre coisas incorretas e perceba que ele tem condição de localizar o erro, estimule-o comentando. "Que tal rever este trecho ou esta conta, veja se está tudo certo ou se encontra algo errado?". Elogie-a se ele encontrar o problema e jamais brigue se isso não ocorrer.


DEPOIS
12. Veja se a lição foi corrigida 
Será que a lição de casa foi corrigida? A falta de correção da lição pode desestimular seu filho. Afinal, ele pode entender que de nada valeu tanto esforço. Caso isso se repita sempre, é interessante conversar na escola - com o professor ou com o coordenador. 

13. Elogie os acertos e não aponte os erros 
Seu filho acertou todos os exercícios da lição passada? Ele merece que você lhe dê parabéns! Mas se errou muitos, nada de briga. Pergunte se, com a correção do professor ele entendeu porque errou. Se a resposta for negativa, estimule-o a tirar dúvidas diretamente com o professor. E acompanhe. 

14. Informe o professor em caso de dificuldade 
Seu filho deveria ter condição total de fazer a lição de casa sem achá-la muito difícil ou complicada. Afinal, se a lição foi passada, é porque o professor já explicou aquele conteúdo. Às vezes pode ser apenas uma dificuldade pontual e neste caso, estimule seu filho a tirar dúvidas com o professor. Caso isto se torne frequente, o melhor é ir até a escola para identificar onde está o problema.
Educar Para Crescer

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O que não dizer a seus filhos

LIMITES

13 coisas que você não deve dizer ao seu filho

Nem sempre a mensagem que os pais passam é aquela entendida pelas crianças. Saiba como e por que é preciso escolher bem as palavras antes de dar broncas e falar com o seu filho

16/05/2014 16:40
Texto Stephanie Kim Abe

Esse aqui é o brincalhão da família. Só sabe contar piadinhas e fazer os outros rirem!". Quem nunca ouviu pais apresentarem os filhos dessa maneira? É muito normal isso acontecer, seja por acharem uma forma carinhosa de descrevê-los ou seja no sentido de tirar o sarro das crianças em frente aos amigos.

O que nem todos os pais percebem é que, nessa simples apresentação dos filhos para desconhecidos, eles podem estar colocando rótulos e expectativas que muitas vezes confundem e deixam os filhos inseguros. "A criança, de alguma forma, pode entender que é só isso que os pais esperam dela", explica Rosana Augone, psicóloga com especialização em psicodrama pedagógico, psicomotricidade e psicopedagogia. 

Não é só nesse tipo de situação que o que é dito pelos pais é mal interpretado pela criança. É comum errarem a mão nas comparações, quando premiam os filhos para que eles obedeçam ou mesmo tentando evitar que eles se frustrem com uma ideia mirabolante. Esses casos demonstram a importância da forma de dizer as coisas e a necessidade de medir palavras e ter controle na hora de dar bronca ou impor limites para os filhos. 

"Quando o pai tem esse tipo de fala não faz isso porque não gosta do filho. É uma situação em que ele está querendo educar, está querendo dar um limite, dar uma referência para que ele não possa fazer algumas coisas e possa fazer outras", explica Luciana Fevorini, diretora escolar do Colégio Equipe. Os pais podem mesmo não chegar a dizer "Eu não gosto de você" ou "Você não está à altura do que eu espero", mas se a atitude passar essa mensagem é como o filho vai entender.

O que sempre falar?

Para as crianças, é difícil separar os elogios e as broncas dos sentimentos. Por isso, as especialistas chamam atenção para a maneira de elogiar e dar limites aos filhos. "Não o critique o tempo todo, nem coloque exigências ou expectativas acima da capacidade dele", explica a educadora, escritora e ex-consultora do MEC Andrea Ramal, em seu livro Filhos bem-sucedidos (Editora Sextante). 

Ela também aconselha a não ficar elogiando sempre a inteligência ou o talento - mas sim os esforços da criança. "Sempre que tiver de elogiar, priorizar o elogio pelo esforço do que pelo resultado", explica Andrea. A ideia é desenvolver a mentalidade de autossuperação e persistência na criança, para que ela possa crescer com autoestima e confiança.

A especialista também alerta para a necessidade de explicitar o amor pelo filho, para que ele saiba que é amado, já que isso aumenta a motivação e o desejo de aprender. "É preciso dar carinho e amor diretamente, falar ‘eu amo você, você é meu filho querido’. Há muitos pais que não dizem isso", alerta a psicóloga. O mais importante é que isso seja dito de forma verdadeira, carregado de sentido - e não jogado a qualquer momento a ponto de se tornar algo banal (veja mais sobre isso no item 13). 

Como não falar errado? 

O que leva os pais a soltarem frases inapropriadas para os filhos é o momento de tensão, impaciência e descontrole - o que Luciana Fevorini chama de "bronca emocional". O pai quer dar um limite para o filho, está insatisfeito com o seu comportamento ou resultado, e essa situação o aborrece emocionalmente. 

Rosana Augone também alerta para a necessidade de reprimir a situação antes que ela chegue a um limite que não há mais controle - momento esse em que os pais soltam as frases absurdas como "eu vou matar você!". "Eu brinco sempre que há na relação com o seu filho um ponto X - que a mãe sabe exatamente qual é - que começa a dar errado. Ou porque a criança começa a fazer aquilo errado, que vai dar naquilo que sempre deu, ou você começa a ficar irritada com aquilo e vai acabar tendo um ‘chilique’. Eu chamo de ponto X do ‘chilique’", explica a psicóloga.

Esse autocontrole é importante para não deixar o emocional falar mais alto do que o racional na hora da bronca. "Uma coisa importante nessa relação é conseguir explicar o que eles devem fazer melhor não com a raiva do momento, mas que os pais possam dar esses limites já distanciados da emoção", diz Luciana Fevorini.

Para Andrea Ramal, a questão vai além da emoção do momento, e requer dos pais ter em mente que estão educando os filhos o tempo todo. "O que leva a isso é ignorar que toda situação é educativa em casa. Os pais acham que só estão educando quando dão uma bronca, ou quando vão ler um livro com a criança. A hora do almoço é uma hora educativa, a hora de levar para a escola é educativa, em tudo o que os pais falam eles estão educando, transmitindo valores, reforçando posturas", explica.

Daí que em situações corriqueiras, frases como "Que ideia idiota!", "Você é muito bobo!", "Eu não vou gostar nem um pouco de você se você fizer isso!" podem levar o seu filho a ser agressivo e mal interpretar as intenções dos pais. Em seu livro Filhos bem-sucedidos (Editora Sextante), a psicóloga Andrea Ramal explica que é preciso conhecer e aplicar técnicas adequadas de motivação para que as mensagens dos pais não tenham esse efeito inverso. 

Veja uma lista dessas frases, o que o seu filho entende por elas e qual a melhor maneira de passar essas mensagens sem desmotivá-lo: